terça-feira, 31 de outubro de 2017

MARIA DAS ESCRITURAS NÃO É A “NOSSA SENHORA” DA RELIGIÃO!


“Então disse Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador”. Lucas 1.46,47

A doutrina em cima do ídolo “Nossa Senhora” é muito grande dentro do nosso país. Àqueles que identificam Nossa Senhora como santa e também “mãe de Nossos Senhor Jesus” o fazem por tradição católica. Os evangélicos são, muitas vezes, identificados como fanáticos que não gostam de Maria mãe de Jesus. Então é preciso definir bem as coisas para que não haja injustiça; nós evangélicos não temos nada contra Maria, aliás muito pelo contrário, Maria mãe de Jesus é um exemplo de fé para todo cristão sincero. No entanto, ao observar com cuidado as Escrituras é fácil perceber que a Maria descrita na Bíblia não é a “Nossa Senhora” propagada pela religião.

Quero apresentar cinco pontos claros sobre a diferença da “Maria das Escrituras” para a “Nossa Senhora da Religião”:

1 – Maria Precisava da Graça de Deus, veja o que a Escritura diz: “Mas o anjo desse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus” (Lc 1.30). Àquele que precisa de graça de Deus é porque é um “desgraçado”, ou melhor dizendo é um pecador que sem a benevolência de Deus está terrivelmente perdido. Agora o que a tradição religiosa ensina sobre Nossa Senhora? Segundo os adoradores das “Nossas Senhoras”, ela é quem dá Graça as Pessoas. As Escrituras não mencionam nenhuma graça concedida por ninguém a não ser por Deus. (Lembrando que a graça é favor imerecido, isto é, quando Deus livra o homem da perdição). Ou seja, no contexto de Maria, sua escolha não foi meritória, mas antes Deus, em sua soberania a escolheu por Sua Graça. Maria era tão pecadora como qualquer outra mulher em Nazaré e no mundo.

2 – Maria era Serva de Deus, veja o que ela mesmo disse ao anjo: “Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra” (Lc 1.38). Ser servo de Cristo é alguém que se rende ao Seu Senhorio, logo Maria está demonstrando que não há nela nenhuma condição de ser nada além de serva do Cristo, que por graça de Deus (Favor Imerecido), está sendo gerado, em sua humanidade, no ventre dela. Já a tradição religiosa ensina que Nossa Senhora é “Senhora”, ou seja, ela requer para si mesma, servos, pessoas que se dediquem a Ela. Fica claro que não podem ser a mesma pessoa, pois a Maria mãe de Jesus que nos revela as Escrituras é alguém que tem convicção da sua posição de inferioridade diante de Deus, já a Senhora da religião é alguém que está na mesma posição que Cristo Nosso Senhor.
A Bíblia é clara ao ensinar que Deus não divide a Sua Glória com ninguém, portanto, essa Senhora da Religião está roubando a adoração que só pode ser direcionada ao Senhor Jesus, portanto, sem sombras de dúvida ela não é a Maria mãe de Jesus que as Escrituras revelam.

3 – Maria era abençoada por Deus, veja o texto de Lucas 1.42: “E exclamou em alta voz: Bendita tu és entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre”. Não há dúvida que Maria havia recebido a maior bênção que podia existir a mulher daquela época (desta também), pois estava levando em seu ventre o Salvador do Mundo, o Messias que seu povo tanto aguardava. Quem diz neste texto que Maria é abençoada é sua prima Isabel, que também foi agraciada com uma gravidez inesperada, pois ela não podia engravidar. Isabel estava levando em seu ventre o primo de Cristo; João Batista profeta do Senhor.
Isabel, que havia recebido essa benção (gravidez), fica cheia do Espirito Santo e diz que Maria era ainda mais abençoada do que ela, pois estava gerando o Messias. De novo, não havia nada que qualificasse mais Maria do que as outras virgens de Nazaré, a não ser, que ela foi agraciada por Deus, logo não há honra (Glória) para Maria. Essa Honra pertence somente ao Deus Todo Poderoso.
Já a Nossa Senhora da Religião é um ídolo que não foi abençoada, mas ela é abençoadora, ou seja, ela tem virtude própria e pode abençoar à partir de si mesma, o que é uma heresia diante da Palavra de Deus, pois só Deus tem poder para abençoar. Inclusive a Escritura nos diz que quando abençoamos alguém devemos fazer no nome Dele; “O Senhor te abençoe e te guarde” Nm 6.24. Há um grande engano que a tradição trouxe aos religiosos, esse erro é, dividir a divindade de Deus com os ídolos, inclusive com a “Nossa Senhora da Religião”, portanto, é impossível que esse ídolo seja a Maria mãe de Jesus que nos revela as Escrituras.

4 – Maria adora a Deus, veja o que Maria disse: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador” (Lc 1.46,47). Cremos que o fim principal do homem é glorificar a Deus, e gozá-lo para sempre: “Porque Dele, e por Ele, e para Ele, são todas as coisas; glória, pois, a Ele eternamente. Amém” Rm 11.36. A Escritura rejeita qualquer tipo de adoração que não tenha Deus como fim, e vemos que a Maria mãe de Jesus sabia muito bem disso, ao ponto de não receber adoração e, como serva adorou exclusivamente a Deus.
Já a Nossa Senhora da Religião é digna de adoração. Enquanto estudamos a Escritura descobrimos que a ideia de adoração é exclusiva a Deus. Já a tradição católica criou três níveis para a adoração, para assim justificar a adoração a “Nossa Senhora”. Esses níveis vêm da tradução de três palavras em latim, são elas; Latria (que vem do Grego latréia), Hiperdúlia e Dulia. Segundo a tradição católica Latria significa adoração e essa só pode ser dada a Deus. Já Hiperdúlia significa “uma grande veneração” e deve ser dada as Nossas Senhoras que representam Maria mãe de Deus. Para os católicos o fato de Maria ter sido mãe do Salvador tornou-a um ser especial e, portanto, fora agraciada com poderes tornando-se mediadora dos pecadores. Por isso ela merece veneração daqueles recebem sua intercessão. Já o termo Dúlia é uma veneração devida aos santos que estão em um nível abaixo de Maria. Por isso, fica claro que a Maria que a Escritura revela não é a “Nossa Senhora” da Religião.

5 – Maria necessitava de um salvador, veja o que diz a própria Maria a respeito disso: “Então disse Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador” (Lc 1.46,47). A Escritura revela que Deus não achou um justo sequer dentre os seres humanos (Rm 3.10), logo, fica claro pelo texto de Lucas que Maria entendia sua posição de pecadora diante de Deus, e que portanto, ela também precisava ser salva segundo o propósito de Deus, que sabemos foi sacrificar seu Único Filho na cruz (Jo 3.16). É claro que alguém que precisa ser salvo não tem condição de salvar-se a si mesma, nem mesmo, nenhuma outra pessoa. Só em Cristo o ser humano pode ser salvo por Deus, como Cristo mesmo disse: “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6).
Maria sabia disso, por isso, as Escrituras mencionam que ela estava junto com os demais crentes esperando a descida do Espirito Santo logo após a Ressurreição de Cristo (At 1.14).
Maria não teve nenhum privilégio com respeito a sua salvação, ela foi salva porque creu. Já a “Nossa Senhora” da Religião não é alguém em busca de salvação ou de apontar a salvação em Cristo, segundo os ensinos da Tradição Católica ela não precisou da salvação, visto que em 1854 a Igreja Católica decretou que “Maria mãe de Deus é distinta da raça adâmica e, portanto, foi gerada sem pecado”, sendo assim, ela é a Imaculada Conceição. Já em 1950 a Igreja Católica decretou a Assunção da Bendita Virgem Maria, ensinando que Maria não morreu, mas que foi assunta aos céus como seu filho Jesus.
Mais uma vez fica claro que a “Nossa Senhora” da religião não é a Maria que a Escritura revela.
Talvez ao ler esse texto, você que é um admirador de “Nossa Senhora” e participa da Religião que a promove possa tentar justificar dizendo que depois dela ser assunta aos céus ela recebeu essas mudanças dada por Deus, então vale a pena, você ir as Escrituras que revelam o céu e testificar que não há menção sobre Maria, nem outros ídolos (como os apóstolos) a única menção das pessoas no céu são os redimidos de todas as nações comprados pelo Sangue do Cordeiro (Ap 5.9). A glória mencionada pelas Escrituras no céu será dada ao Único que é digno, Jesus Cristo. (Ap 5.13 e Ap. 22)

Mais uma vez testifico que a Maria das Escrituras não é a “Nossa Senhora” da Religião.

domingo, 24 de setembro de 2017

Somente Cristo


“em quem temos a redenção, a saber, a remissão dos pecados; o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação". Colossenses 1.14,15

Uma das grandes perdas teológicas ocorridas durante os anos da idade média, período conhecido como a idade das trevas (séc V à XV), foi a perca de Cristo pela igreja. Enquanto vemos as Escrituras e os primeiros cristãos firmando toda sua fé na pessoa e obra de Cristo, os cristãos da idade média renderam-se aos ídolos do coração.
A igreja começou a adorar aquilo(es) que não devia, como “santos” e “personalidades”. Sorrateiramente fora agregado à adoração genuína, revelada nas Escrituras e firmada pelos apóstolos e pais da igreja, conceitos e ideias das religiões pagãs. Contudo isso não devia ser novidade para os líderes piedosos, pois a Escritura advertiu que isso ocorreria: “sei que, depois da minha partida, lobos ferozes penetrarão no meio de vocês e não pouparão o rebanho. E dentro de vocês mesmos se levantarão homens que torcerão a verdade, a fim de atrair os discípulos” At 20.29,30
Enquanto a Palavra aponta para Cristo, a igreja começou a apontar para os ídolos, como a adoração aos anjos, aos mártires, aos “santos homens” (padres, bispos, papas) e a maior de todas que é a adoração a Maria. Há também nesse período o valor dado aos sacerdotes e principalmente ao bispo de Roma que se torna o Papa, líder geral de toda igreja de Cristo, “pois ele está no lugar do filho de Deus”. Por tudo isso, vemos Cristo saindo do centro do culto da igreja para se tornar; um dentre tantos outros.
Quando a igreja perdeu Cristo, ela perdeu todo o resto. Pois Cristo é o centro da Teologia, sem Ele nada tem mais sentido.
Há ainda outro grande agravo, feita pela igreja de então, quando tiraram Cristo e sua obra redentora da igreja, colocaram no lugar, “o alcance da salvação por meios mundanos e avarentos”, onde o próprio homem faz algo para conseguir a salvação que, “somente a igreja” pode garantir. E aqui surgem as penitências e indulgências. Os pecados eram perdoados pela confissão e imputação de penitências e a salvação não era mais alcançada pela fé no sacrifício de Cristo, agora era necessário pagar, pois somente através da compra de indulgências é que Deus perdoaria e livraria a vida de um pecador do purgatório ou do inferno.
A Reforma veio para romper com essas mentiras idealizadas por homens que não temiam a Deus, e levaram a igreja a perverter seus ensinos, porque foram conduzidos pelos seus próprios egos pecaminosos. As Escrituras apontam para Cristo o centro de tudo. Somente Cristo, ele fez tudo por mim, por você e por todo que crê.

     Pr. Edilson Nunes